Petróleo sobe com discurso de Trump; Hormuz alivia Bolsas

Petróleo sobe com discurso de Trump sobre Irã, mas mercados reagem com cautela. Possível reabertura de Hormuz alivia tensões.

As expectativas de um fim rápido para a guerra no Irã diminuíram após o presidente dos EUA, Donald Trump, prometer ataques mais agressivos contra o país persa. Investidores que esperavam sinais de uma saída para o conflito, que já dura um mês, foram decepcionados.

As ações caíram e os preços do petróleo subiram após Trump afirmar que as operações militares seriam intensificadas nas próximas duas ou três semanas. Ele não ofereceu um cronograma concreto para o fim dos bombardeios, que provocaram caos no fornecimento global de energia e ameaçaram a economia mundial.

No entanto, a notícia de que o Irã estaria elaborando um protocolo com Omã para monitorar o tráfego no Estreito de Hormuz trouxe algum alento. O Reino Unido também revelou que cerca de 40 países discutem ação conjunta para reabrir a via marítima, aliviando a pressão nos mercados.

Impacto nos Mercados

No final do dia, os preços do petróleo Brent, referência internacional, subiram cerca de 7%, próximos a US$ 108 por barril. O WTI, referência dos Estados Unidos, avançou 11%, para cerca de US$ 111 por barril.

Nas praças acionárias, o dia foi misto. A China continental e Hong Kong encerraram em baixa, com os principais índices de Xangai caindo entre 0,74% e 1,04%, e o de Hong Kong com queda de 0,7%. Houve quedas também nas Bolsas de Tóquio (2,28%), Seul (4,47%), Taiwan (1,82%), Singapura (0,7%), Sydney (1,06%), Frankfurt (0,56%) e Paris (0,24%).

Reação Inicial e Alento Posterior

Os mercados inicialmente reagiram ao fato de que “nenhuma menção clara ao cessar-fogo ou ao engajamento diplomático” apareceu no discurso de Trump. Analistas alertaram que, se as tensões se intensificarem ou os riscos marítimos aumentarem, o petróleo poderá testar novas altas.

A notícia sobre o protocolo com Omã para monitorar o tráfego no Estreito de Hormuz, divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores iraniano, ajudou a acalmar os ânimos. Uma possível reabertura do estreito retomaria a navegação e ajudaria a restaurar os fluxos de petróleo, aliviando preocupações com a inflação.

Tensões e Ameaças

As ameaças ao tráfego marítimo têm crescido com a intensificação do conflito regional. Na quarta-feira, um petroleiro alugado para a QatarEnergy foi atingido por um míssil de cruzeiro iraniano em águas do Catar. O chefe da Agência Internacional de Energia advertiu que interrupções no fornecimento começariam a afetar a economia da Europa em abril.

Não há trégua nos ataques de ambas as partes. A embaixada dos EUA em Bagdá pediu aos seus cidadãos que deixassem o Iraque, alertando sobre ataques na capital por milícias aliadas do Irã nas próximas 24 a 48 horas. As forças armadas do Irã responderam com um aviso para os Estados Unidos e Israel sobre ataques “mais esmagadores, mais amplos e mais destrutivos”.

Fontes: UOL Globo

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