Lula anula leilão de gás de cozinha da Petrobras após ágio superior a 100%

Presidente Lula anuncia anulação de leilão de gás de cozinha da Petrobras após ágio superior a 100%, criticando a ação como “cretinice” e “bandidagem”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a anulação do leilão de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha, realizado pela Petrobras. Lula classificou o leilão como uma “cretinice” e “bandidagem” que ocorreu sem a orientação do governo.

“Foi feito um leilão, com cretinice e bandidagem que fizeram com o óleo diesel. As pessoas sabiam da orientação do governo e da Petrobras: ‘não vamos aumentar o GLP’. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras. Vamos rever esse leilão, vamos anular esse leilão. O povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra”, declarou o presidente.

O leilão, que durou mais de seis horas, registrou um ágio superior a 100%, com toda a oferta de 70 mil toneladas sendo vendida. O polo Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, apresentou o aumento de preço mais expressivo, passando de R$ 33,37 para R$ 72,77, um ágio de 117% sobre o preço de referência.

O GLP, assim como o óleo diesel, tem sofrido impactos da guerra no Oriente Médio devido à importação de parte do produto. O preço do gás de cozinha estava congelado desde novembro de 2024, e o aumento deve afetar o programa governamental Gás do Povo, que possivelmente necessitará de um ajuste em seu preço de referência.

Estudo para recompra de refinaria

O governo federal também estuda a recompra da Refinaria de Mataripe, na Bahia, privatizada em 2021. Lula criticou a privatização da BR Distribuidora, concluída no mesmo ano, e expressou interesse na recompra da refinaria, embora a operação só seja possível a partir de 2029.

O presidente reiterou os esforços do governo para mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis e alimentos no Brasil. Lula classificou o conflito como “irresponsável” e afirmou que as consequências devem recair sobre os líderes envolvidos, e não sobre a população brasileira.

Fonte: Estadão

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