O ex-ministro de Direitos Humanos, Silvio Almeida, negou veementemente as acusações de importunação sexual feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele, em relação à ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.


A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que considera haver indícios que sustentam o relato de Anielle. Um dos depoimentos colhidos no caso foi o do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Almeida declarou: “Eu sou um homem inocente”. Ele explicou que manteve silêncio por responsabilidade, respeito à dor de sua família e à lei, uma vez que a investigação corre em sigilo.
“E porque eu sabia também que qualquer palavra, dita fora de hora, seria usada para intensificar a violência a que estamos sendo submetidos”, acrescentou.
Silvio Almeida foi exonerado do cargo de ministro após a divulgação das denúncias, que foram feitas à ONG Me Too em setembro de 2024. Anielle Franco prestou depoimento em outubro do mesmo ano.
Em entrevista anterior, a ministra Anielle Franco relatou que as situações começaram com falas e cantadas inadequadas, escalando para um desrespeito que ela não esperava e que nenhuma mulher deveria passar.
Pacto contra o feminicídio
Em fevereiro, os Três Poderes lançaram o “pacto contra o feminicídio”, uma iniciativa que visa o compromisso institucional para combater a violência letal contra mulheres e meninas no Brasil. A iniciativa, com o lema “Todos Por Todas”, foca em prevenção, proteção, responsabilização de agressores e garantia de direitos para vítimas de violência de gênero.
Fonte: G1