O governo federal anunciará nos próximos dias um pacote de medidas para mitigar o impacto do aumento do custo do querosene de aviação (QAV) nas companhias aéreas. A alta do combustível é atribuída à guerra no Oriente Médio.
Entre as ações em estudo pelo Ministério da Fazenda estão a prorrogação do pagamento de tarifas, a criação de linhas de financiamento e ajustes tributários. O objetivo é evitar que o aumento do QAV se reflita de forma mais acentuada no preço das passagens aéreas.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé França, informou que o Ministério da Fazenda está conduzindo o processo e que as medidas serão apresentadas pelo ministro Dario Durigan. Ele também mencionou que o governo dialoga com a Petrobras sobre a composição do preço do combustível, mas ressaltou a necessidade de não prejudicar as ações da companhia na bolsa.
Reajuste da Petrobras
A Petrobras reajustou o preço do querosene de aviação (QAV) nesta quarta-feira, com alta média de 54,6% por litro nas 13 praças onde comercializa o produto. O reajuste varia de acordo com o polo de venda e a modalidade de contrato. Em Ipojuca (PE), por exemplo, o valor por litro subiu de R$ 3,46 para R$ 5,4, um aumento de 56,3%.
Este é o terceiro reajuste do ano para o QAV. Desde janeiro, o diesel vendido pela Petrobras já acumula alta de 62%, com o maior reajuste anual atingindo 64%.
Impacto no setor aéreo e outros combustíveis
O governo acompanha de perto as variações dos combustíveis, especialmente após o barril de petróleo ultrapassar US$ 100 devido à guerra no Irã. O diesel já sentiu o reflexo, com o governo zerando tributos federais (PIS/Cofins) e planejando subvenção para dividir o ônus com estados. A preocupação é com o impacto nos caminhoneiros e no preço dos alimentos.
No caso do QAV, além das medidas tributárias, o governo estuda zerar o IOF para empresas aéreas. A estimativa é que o encarecimento do QAV possa elevar em até 20% o valor das passagens aéreas, em um momento de recorde de passageiros no país.
Fonte: Infomoney