A Verde, tradicional gestora liderada por Luis Stuhlberger e Luis Parreiras, zerou sua posição em criptomoedas. A decisão ocorre pouco mais de um ano após a surpreendente entrada da casa no Mercado de ativos digitais, anunciada em novembro de 2024 e expandida em maio de 2025.
Motivos da Saída do Mercado Cripto
A gestora não detalhou os motivos específicos para a saída do mercado de criptoativos. A redução da posição começou em novembro do ano passado, após perdas significativas decorrentes de uma forte queda em outubro. Esse movimento contribuiu para o Bitcoin (BTC) encerrar o ano em baixa pela primeira vez desde 2022.
A posição da Verde em cripto estava alocada no HASH11, um ETF que acompanha principalmente o preço do Bitcoin. O HASH11 é o segundo maior produto da Bolsa brasileira em número de cotistas, embora com uma distância crescente para o IVVB11, que rastreia o S&P 500.

Estratégia de Hedge e Moedas Globais
No ano passado, a Verde justificou o aumento da alocação em cripto com a deterioração estrutural do dólar. Apesar de ter zerado a aplicação em ativos digitais, a gestora mantém posições que se beneficiam da desvalorização da moeda americana. Isso inclui reforço em renminbi chinês, opções de compra no real, manutenção da posição em ouro e uma cesta de moedas contra o dólar.
Outras Alocações e Performance do Fundo
Apostas em bolsas de valores brasileira e global permanecem no portfólio do fundo, assim como a expectativa de queda nos juros locais e nos Estados Unidos. O fundo Verde encerrou 2025 com um desempenho ligeiramente superior ao CDI (15,94% contra 14,31%). No último mês do ano, o fundo ficou abaixo do benchmark, registrando perdas na bolsa brasileira. O real também impactou negativamente o resultado anual, assim como hedges em bolsa global, petróleo, renminbi e posições vendidas no início do ano.
Pontos Positivos e Diversificação
Na ponta positiva, a Verde registrou ganhos em commodities, com destaque para o ouro. Moedas estrangeiras, crédito e ações globais também contribuíram para os retornos. Ao longo de 2025, os ganhos foram impulsionados por alocações em bolsa, arbitragens de juros locais, inflação americana, crédito e commodities.
Fonte: InfoMoney