Brasil propõe leilão inédito de baterias para abril de 2026

Governo do Brasil propõe primeiro leilão de baterias para abril de 2026, buscando reforçar a rede elétrica frente às fontes intermitentes.
leilão de baterias — foto ilustrativa leilão de baterias — foto ilustrativa

O Ministério de Minas e Energia (MME) deu um passo importante para o futuro do setor elétrico brasileiro ao abrir, nesta segunda-feira (10), a consulta pública para o primeiro leilão que contratará sistemas de armazenamento de energia, com foco em baterias. A iniciativa visa fortalecer a rede elétrica diante do crescimento das fontes intermitentes.

Consulta Pública para Leilão de Baterias

Segundo a proposta publicada no Diário Oficial da União (DOU), o certame está agendado para abril de 2026. Os contratos oferecidos terão duração de 10 anos, com o início do suprimento previsto para 1º de agosto de 2028. Esta medida é estratégica para garantir a estabilidade do fornecimento de energia em um cenário de crescente participação de usinas eólicas e solares, fontes cuja produção pode variar conforme as condições climáticas.

Painel de controle de sistema de armazenamento de energia elétrica.
Sistemas de armazenamento de energia, como baterias, são cruciais para a estabilidade da rede elétrica.

Desafios do Setor Elétrico e Soluções de Armazenamento

O leilão inédito surge como uma resposta direta aos desafios impostos pela expansão das energias renováveis intermitentes. Em determinados períodos do dia, a produção limitada de usinas eólicas e solares pode levar a riscos de apagão. Os sistemas de armazenamento, como as baterias, desempenharão um papel fundamental em mitigar essas flutuações, armazenando o excedente de energia gerado em momentos de alta produção para ser utilizado quando a demanda for maior ou a oferta diminuir.

Impacto no Mercado e Próximos Passos

A iniciativa do Ministério de Minas e Energia reflete uma tendência global de integração de tecnologias de armazenamento no planejamento energético. A expectativa é que o leilão fomente investimentos no setor, impulsione a inovação e contribua para a segurança energética do país. Especialistas apontam que essa medida é essencial para que o Brasil alcance suas metas de descarbonização e consolide sua matriz energética limpa e resiliente. A consulta pública permitirá que diversos agentes do setor contribuam com a proposta, antes de sua consolidação final.

Fonte: Folha de S.Paulo

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