Acordo em Senado dos EUA pode encerrar paralisação histórica do governo

Acordo entre senadores dos EUA para encerrar paralisação histórica do governo é anunciado. Governo reaberto até janeiro, mas créditos fiscais de saúde em jogo.
Paralisação do governo dos EUA — foto ilustrativa Paralisação do governo dos EUA — foto ilustrativa

Senadores democratas e republicanos chegaram a um acordo na noite de domingo que pode ser o primeiro passo para encerrar a paralisação governamental mais longa da história dos Estados Unidos. A negociação, que ocorreu a portas fechadas, indicou que pelo menos oito democratas estariam dispostos a votar a favor do plano.

Se aprovado, o acordo permitiria a reabertura do Governo federal até o final de janeiro, revertendo demissões e garantindo o pagamento retroativo aos funcionários afastados. No entanto, o pacto inclui uma concessão em relação aos créditos fiscais de saúde, um ponto de discórdia para muitos democratas.

A proposta não garante a extensão dos créditos fiscais, que expiram no final do ano, apenas a realização de uma votação sobre o assunto até meados de dezembro. Essa medida gerou indignação entre parlamentares democratas, que criticam a Falta de proteção para as famílias americanas.

Hakeem Jeffries, democrata de maior escalão na Câmara Baixa, declarou oposição ao projeto, alegando que ele não protege os créditos fiscais de saúde e que os republicanos não abordaram a crise criada por eles. “Vamos lutar contra o projeto de lei republicano na Câmara dos Representantes”, afirmou Jeffries, que também criticou o aumento dos custos para milhões de americanos.

Impacto da Paralisação no Governo Americano

A paralisação, que já dura 40 dias, tem gerado alertas sobre o impacto na economia. Altos funcionários do governo Donald Trump alertaram para uma possível diminuição drástica nas viagens aéreas e para um crescimento econômico negativo se o impasse persistir. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, destacou que o corte no fluxo de cupons de alimentação para americanos de baixa renda agravaria a situação.

A Suspensão das atividades do governo federal iniciou em 1º de outubro, após falha em acordo para financiar o novo ano fiscal. Centenas de milhares de funcionários federais foram suspensos temporariamente, enquanto outros continuam trabalhando sem remuneração. O impasse afeta milhões de americanos, colocando em risco benefícios essenciais e pressionando políticos de ambos os partidos.

O Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP) teve seus fundos expirados em 1º de novembro, impactando mais de 40 milhões de americanos de baixa renda. Recentemente, a Administração Federal de Aviação (FAA) determinou que companhias aéreas reduzissem em 10% o número de voos até 14 de novembro.

Negociações e Impasses no Congresso

Republicanos no Capitólio pressionavam por uma resolução continuada para manter o financiamento governamental nos níveis atuais. Democratas, por sua vez, condicionavam o acordo à restauração dos créditos fiscais de saúde. O presidente Donald Trump, em postagens nas redes sociais, criticou as seguradoras e defendeu pagamentos diretos do governo aos contribuintes, em vez de auxílio a seguradoras.

O impasse no Senado pode definir o futuro das políticas de saúde e o financiamento do governo federal, com consequências econômicas e sociais significativas para os Estados Unidos.

Fonte: Folha de S.Paulo

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