IPP registra 8ª deflação seguida em setembro e acumula queda de 3,87%

IPP registra oitava deflação consecutiva em setembro, caindo 0,25% e acumulando retração de 3,87% no ano. Veja análise detalhada.
IPP deflação setembro — foto ilustrativa IPP deflação setembro — foto ilustrativa
Fábrica da Scania em São Bernardo do Campo, São Paulo 19/05/2025 REUTERS/Jorge Silva

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou uma queda de 0,25% em setembro em comparação com agosto. Este marca a oitava deflação consecutiva no setor industrial, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

O indicador, que avalia a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica” antes da incidência de impostos e frete, acumulou uma retração de 3,87% no ano. Nos últimos 12 meses, a queda foi de 0,40%.

Análise dos Setores Industriais

Em setembro, 12 das 24 atividades industriais apresentaram queda nos preços. Destaque para “outros produtos químicos”, com variação negativa de 1,75% e contribuição de 0,14 ponto percentual para a deflação. O setor de “alimentos” também teve impacto, com uma queda de 0,10 ponto percentual.

Murilo Alvim, gerente do IPP, apontou em nota que a valorização cambial e a queda sazonal da demanda impactaram positivamente os preços. “A retração nos fertilizantes e seus insumos, por exemplo, refletiu a fraqueza da demanda no Mercado interno, já que parte significativa destinada à próxima safra já foi adquirida pelos produtores agrícolas”, explicou Alvim, ressaltando o recuo de 2,21% nos produtos químicos inorgânicos no mês.

Desempenho das Categorias Econômicas

Analisando as grandes categorias econômicas, os preços dos bens de capital caíram 0,45% em setembro na comparação mensal. Bens intermediários registraram queda de 0,60%, enquanto bens de consumo apresentaram uma leve alta de 0,29%.

Essa trajetória de deflação contínua no setor produtivo pode indicar um cenário de demanda aquém do esperado ou uma pressão competitiva crescente entre os fabricantes. Acompanhar a evolução destes indicadores é fundamental para entender a dinâmica inflacionária e o poder de compra da indústria nacional. O cenário macroeconômico, influenciado por fatores como a taxa de juros e as decisões do Banco Central, também desempenha um papel crucial na formação desses preços.

Fonte: InfoMoney

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