A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou otimismo quanto a possíveis avanços nas negociações tarifárias entre Brasil e Estados Unidos. Após um encontro com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o presidente da CNI, Ricardo Alban, indicou a expectativa de que resultados positivos sejam anunciados ainda em novembro, possivelmente após a COP30.
Propostas da Indústria ao Governo
Alban apresentou ao ministro Alckmin dados e propostas elaboradas pela indústria para embasar as tratativas com Washington. As sugestões incluem a Suspensão temporária das tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, uma demanda já formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em conversas anteriores com o presidente americano. Adicionalmente, a CNI propõe a criação de um canal institucional permanente para diálogo comercial de alto nível, a eliminação da dupla tributação e o fomento a parcerias tecnológicas e investimentos mútuos em setores estratégicos como energia, minerais críticos, saúde, infraestrutura digital e inovação.
Otimismo e o Papel da Iniciativa Privada
O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a importância da colaboração entre o setor privado e o Governo para solucionar a questão tarifária com os Estados Unidos. “O presidente Lula solicitou ao presidente Trump que suspenda a tarifa adicional de 40% enquanto durarem as negociações. Estamos otimistas com os próximos passos”, afirmou Alckmin ao lado do líder da CNI. A orientação do governo, segundo o vice, é priorizar o diálogo, a negociação e a agilidade na busca por soluções.
Contexto das Negociações Bilaterais
A expectativa por um acordo tarifário reflete a importância estratégica das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. A CNI atua como porta-voz dos interesses industriais do país, buscando condições mais favoráveis para a exportação de produtos brasileiros e o estímulo a investimentos que possam fortalecer a economia nacional. A suspensão das tarifas adicionais é vista como um passo crucial para reequilibrar a balança comercial e promover um ambiente de negócios mais estável e previsível entre as duas nações.
A busca por um acordo demonstra a prioridade do governo Lula em destravar barreiras comerciais e fortalecer a posição do Brasil no cenário internacional. A participação da iniciativa privada, representada pela CNI, é fundamental nesse processo, trazendo demandas e soluções concretas para as mesas de negociação.
Fonte: InfoMoney