O Fundo de Investimento Previdenciário do Governo do Japão (GPIF) registrou seu melhor desempenho desde o trimestre encerrado em março de 2024. A performance foi impulsionada por ganhos em ações globais e efeitos positivos de variações cambiais.
O fundo de pensão estatal, um dos maiores do mundo, obteve um Lucro de ¥ 14,447 trilhões (US$ 94,1 bilhões), o que representa um retorno de 5,52% nos três meses encerrados em setembro. O valor total dos ativos atingiu ¥ 277,6 trilhões, conforme divulgado em Tóquio nesta sexta-feira. No mercado japonês, os investimentos em ações renderam 11,0%, enquanto os títulos de renda fixa registraram uma perda de 1,4%.
No cenário Internacional, as ações estrangeiras apresentaram um ganho de 9,8%, e os títulos de renda fixa no exterior somaram 3,0%.
Contexto de Mercado e Câmbio Favorável
A valorização das ações globais e a desvalorização do iene japonês foram os principais motores do resultado positivo do GPIF. A moeda fraca torna os ativos estrangeiros mais valiosos quando convertidos para ienes, potencializando os retornos para o fundo. Esta estratégia de diversificação global e a gestão ativa das posições cambiais são cruciais para a sustentabilidade de longo prazo do fundo de pensão.
Desempenho de Ativos Específicos
Os investimentos em ações japonesas tiveram um desempenho notável, com um retorno de 11,0%. No entanto, o segmento de títulos de renda fixa no Japão apresentou uma retração de 1,4%. Do lado internacional, as ações estrangeiras adicionaram 9,8% ao portfólio, e os títulos de renda fixa no exterior registraram uma valorização de 3,0%.
Análise e Perspectivas Futuras
Analistas de mercado destacam que o GPIF tem se beneficiado da política monetária acomodatícia global e do cenário de inflação persistente em algumas economias, o que tem sustentado os preços de ativos de risco. A gestão do fundo continua a buscar um equilíbrio entre a rentabilidade e a gestão de riscos, com foco em investimentos de longo prazo que garantam a segurança e o crescimento dos recursos previdenciários.
Fonte: Bloomberg