O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), foi afastado do cargo por 180 dias. A decisão da Polícia Federal (PF), na segunda fase da Operação Copia e Cola, investiga suspeitas de desvios de recursos públicos na área da Saúde do município. A PF busca desarticular um esquema de fraudes em contratações emergenciais de organizações sociais e lavagem de dinheiro.
Investigação da PF e Afastamento do Prefeito
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 6, a segunda fase da Operação Copia e Cola, que apura o envolvimento do prefeito Rodrigo Manga e aliados em supostos desvios de verbas da Saúde. Por ordem judicial, Manga foi afastado de suas funções por 180 dias. A operação visa combater fraudes em contratos emergenciais e operações financeiras suspeitas que indicam lavagem de dinheiro.
Afastamento e Posicionamento da Prefeitura
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o prefeito declarou que irá apurar os fatos. Sua Defesa, por meio de nota, alegou que ele é vítima de “perseguição política”. A prefeitura informou que o vice-prefeito, Fernando Martins da Costa Neto, assumiu a administração interinamente para garantir a continuidade dos serviços públicos e reforçou seu compromisso com a transparência e o cumprimento das decisões judiciais.
Detalhamento da Operação e Apreensões
A operação resultou em duas prisões preventivas e buscas em sete endereços ligados aos investigados. O Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3) determinou o sequestro de bens dos envolvidos, no valor aproximado de R$ 6,5 milhões, além de proibi-los de manter contato. A PF investiga indícios de fraudes na Contratação emergencial de uma organização social para gerir unidades de saúde, bem como operações suspeitas de lavagem de dinheiro.
A análise de material apreendido na primeira fase da operação, realizada em 10 de abril de 2025, permitiu à PF identificar novas pessoas físicas e jurídicas envolvidas no esquema. Naquela ocasião, foram apreendidos R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo, sendo R$ 863.854,00 encontrados em caixas de papelão em um carro em São Paulo, pertencente a um pastor apontado como operador financeiro do esquema. Outra quantia expressiva, R$ 646.350,00, foi apreendida em um endereço em Araçoiaba.
Crimes Investigados
Os investigados poderão responder por diversos crimes, incluindo corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa. A Defesa do prefeito alega a nulidade da investigação por ilegalidade e incompetência da autoridade condutora, além de caracterizar perseguição política e ausência de contemporaneidade dos fatos.
Fonte: Estadão