CEO do Goldman Sachs descarta crise sistêmica no crédito

CEO do Goldman Sachs, David Solomon, descarta risco de crise sistêmica no mercado de crédito. Analistas debatem riscos idiossincráticos e a saúde do ciclo financeiro.
crise sistêmica mercado de crédito — foto ilustrativa crise sistêmica mercado de crédito — foto ilustrativa
David Solomon Photographer: Kent Nishimura/Bloomberg

O CEO do Goldman Sachs, David Solomon, minimizou as preocupações com o mercado de crédito após o Colapso de empresas como First Brands Group e Tricolor Holdings. Segundo ele, não há risco sistêmico iminente à vista.

“Não vejo nada, no contexto de algumas situações ruins de crédito, que me leve a dizer que temos uma crise sistêmica à vista”, afirmou Solomon em Entrevista à Bloomberg TV, durante a Future Investment Initiative em Riad.

Ele ressaltou que, embora uma desaceleração econômica brusca ou um grande evento macroeconômico possam gerar perdas em todo o sistema, isso é distinto de uma crise sistêmica.

Análise de Risco e Eventos Idiossincráticos

Solomon classificou as recentes perdas em bancos regionais, ligadas a supostas fraudes, como “eventos idiossincráticos”, mas destacou a importância de manter a vigilância sobre a análise de crédito.

Paul Taubman, CEO da PJT Partners, concordou, afirmando que “existem riscos idiossincráticos com empresas o tempo todo”. Ele observou que muitas transações iniciadas em 2021, em um período de dinheiro fácil e maior apetite por risco, acabaram desmoronando. “Estamos dedicando um tempo desproporcional para reestruturar essa safra de transações”, disse Taubman.

O Mercado de crédito privado, que cresceu significativamente após a crise financeira de 2008 e hoje representa US$ 1,7 trilhão, tem sido impulsionado, em parte, por regulamentações mais rígidas para credores comerciais. Enquanto alguns bancos colaboram com o crédito privado em busca de taxas e capital, outros alertam para os riscos de contaminação do sistema bancário.

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Preocupações e Perspectivas Otimistas

As falências da First Brands e Tricolor geraram preocupações de que qualquer instabilidade no setor de crédito possa se espalhar rapidamente para bancos e para a economia. Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, alertou para a possibilidade de existirem mais problemas ocultos, comparando a situação a “quando você vê uma barata, provavelmente há mais.”

Em contraponto, Bill Winters, CEO do Standard Chartered, apresentou uma visão mais otimista. “Estamos em um ponto ideal: as taxas de juros são altas o suficiente para manter o movimento, mas não tão altas a ponto de frear o crescimento”, declarou Winters à Bloomberg TV. “Provavelmente são casos isolados, mas o ciclo de crédito ainda está vivo.”

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Apesar das tensões pontuais, o mercado financeiro acompanha de perto os desenvolvimentos no setor de crédito. Especialistas como David Solomon e Paul Taubman enfatizam a necessidade de vigilância, enquanto outros, como Bill Winters, apontam para a resiliência do ciclo de crédito.

Fonte: InfoMoney

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