O Ibovespa alcançou um novo marco histórico, registrando um duplo Recorde: intradiário aos 147.977 pontos e de fechamento nominal aos 146.969 pontos, com uma valorização de 0,55% na sessão. Este desempenho otimista foi impulsionado por uma combinação de fatores, tanto no cenário doméstico quanto no Internacional, renovando o apetite por risco entre os investidores.
Contexto Local: Perspectivas de Acordo Tarifário e Dados Econômicos
No âmbito nacional, a expectativa de um acordo tarifário entre o Brasil e os Estados Unidos, fortalecida após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, injetou um forte otimismo no mercado. Esse movimento positivo ganhou ainda mais sustentação com a divulgação de dados do IPCA-15 de outubro, que apresentaram um desempenho melhor do que o esperado, indicando uma desaceleração da inflação.
As ações ON do Banco do Brasil destacaram-se no pregão, encerrando em alta de 1,61%. As PN da Petrobras também registraram ganhos, subindo 0,54%. Em contrapartida, as ações ON da Vale apresentaram leve recuo de 0,11%.

Cenário Internacional: Eleições na Argentina e Tensão EUA-China
O cenário Internacional contribuiu significativamente para o avanço do Ibovespa. O desempenho superior ao esperado do partido governista nas eleições legislativas da Argentina favoreceu o apetite global por risco. Paralelamente, sinais de que um acordo comercial entre EUA e China está se aproximando elevaram os ganhos dos principais índices de Wall Street.
Em Nova York, o dia foi de fortes altas: o Nasdaq avançou 1,86%, o S&P 500 teve uma valorização de 1,23%, e o Dow Jones registrou ganhos de 0,71%. Essa recuperação nos mercados americanos refletiu o alívio nas tensões comerciais e a melhora nas perspectivas econômicas globais.
Análise de Mercado: Volume Financeiro e Impacto das Blue Chips
Apesar do recorde atingido, o avanço do Ibovespa não foi acompanhado por um giro financeiro excepcionalmente forte. O volume negociado na B3 totalizou R$ 11,8 bilhões, atingindo R$ 16,4 bilhões na bolsa. A maior parte das ações de primeira linha (blue chips) operou longe de suas máximas intradiárias, mas o desempenho positivo dos papéis mais líquidos foi fundamental para consolidar a alta do índice.
A perspectiva de uma trégua tarifária entre Brasil e EUA, aliada à melhoria nas relações comerciais EUA-China, cria um ambiente favorável para os mercados emergentes. Analistas apontam que a redução das incertezas em relações comerciais bilaterais pode destravar investimentos e impulsionar o crescimento econômico global, com reflexos diretos na bolsa brasileira.
Fonte: Valor Econômico